Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Crónicas do Novo Mundo

Depois de séculos de escuridão, os sobreviventes da grande catástrofe emergem das Arcas de Vida, gerações e gerações depois os humanos voltam a caminhar na terra, que se abram as portas do novo mundo!

Crónicas do Novo Mundo

Depois de séculos de escuridão, os sobreviventes da grande catástrofe emergem das Arcas de Vida, gerações e gerações depois os humanos voltam a caminhar na terra, que se abram as portas do novo mundo!

Blogs Portugal

O povo da Águia PTII

por Pinheirinho, em 23.01.17

O Povo da Águia PT II

 

fantasy art 1.jpg

 

Donny, mais uma vez fugira à escola, não gostava dos professores, nem dos colegas, gozavam com ele por ser diferente e nem sempre lhe davam a devida atenção, por isso fugia e passando o labirinto de túneis saia de entre a protecção das muralhas até ao sopé do Monte Krivel, depois subia pelo trilho da vigia e vinha ter com os guardas avançados nos seus postos de vigia ao longo da encosta.

Era ali entre os guardas que se sentia bem, ali tratavam-no bem, não percebia porquês, pois mais ninguém gostava dele, nem dele nem da sua mãe Magda, que vivia sozinha desde sempre.

- Lá vem o chato! – Disse Monocäer ao vê-lo chegar.

- Olá, posso ficar aqui de vigia com vocês?

- Podes pequenos, mas nada de conversas, que hoje dentro da barragem andam com muita movimentação.

O Ninho da Águia além das suas altas muralhas em forma de U, tinham também outras defesas, além de um intrincado sistema de subterrâneos que davam para várias saídas no sopé do Monte Krivel, e outras na planície de Sangue, assim chamada devido à cor alaranjada da mesma, tinha ainda um sistema de vigias ao longo da encosta que dava para o Vale da Glória, Vale esse que terminava no Desfiladeiro das Almas, onde hoje se erguia imponente a Fortaleza da Barragem, uma obra gigantesca com uma muralha circular de forma a esconder as entradas que se situavam nas laterais, as muralhas exteriores têm uma série de espigões de aço, os homens da Águia costumam brincar sobre isso, dizendo que não é a melhor das ideias visto que se os exércitos formarem em frente à fortaleza, se o atacante pressionar forte e os obrigar a recuar, uns quantos serão mortos pela própria muralha, mas talvez não seja assim tão fácil, por toda a amurada estão montados uma série de trabuques e acredita-se que existam mais no interior, a unir os dois desfiladeiros ergue-se uma enorme torre, quase se fundindo nos dois, escondendo dos homens da águia o seu real tamanho.

Donny olhava a muralha em busca de algo, à dias ajudou os homens pois conseguiu ver movimento nas encostas, um grupo de 4 batedores haviam saído da Barragem pela calada da noite, completamente vestidos de negro e no maior dos silêncios, mesmo assim Donny conseguiu ver movimento, que os homens usando o sistema de comunicações avisaram os companheiros na vigia mais próxima que os caçou sem feridos ou barulho, infelizmente nenhum dos inimigos sabia de nada, apenas tinham ordens para observar as defesas do Ninho.

Hoje enquanto Donny olhava a fortaleza parecia um dia como qualquer outro, tirando o barulho que vinha da mesma.

- “Os portões estão a abrir!” ouviu-se no intercomunicador.

- “Estão armados para combate, estou a avistar o primeiro batalhão, Lança escudo e espada.”

- “Deste lado também”

- Vai para a muralha Donny! – Disse Monocaër, colocando-lhe o braço no ombro.

- Mas…

- Vai já!

Donny saiu a correr, desceu rapidamente o desfiladeiro e entrou no labirinto do subsolo em direcção ao Ninho, depois parou, ficou a olhar e decidiu voltar para trás. Entrou numa outra parte do labirinto, saiu por uma outra porta, voltou a subir a encosta, só que desta vez foi antes para as antigas vigias, hoje apenas buracos abandonados, mas que lhe dariam uma visão perfeita do vale das almas e proteção contra o inimigo, ficou bem quieto deitado no chão a olhar.

Neste momento já estavam uns 6 batalhões no exterior e mais outros saiam de entre as muralhas pelas suas portas laterais, estavam dispostos em quadrados de 150 homens, assim que os dois primeiros batalhões chegaram a meio do vale pararam e fincaram com força os escudos no chão. Outros batalhões foram formando fazendo exactamente a  mesma coisa.

Donny via movimentações na encosta, havia homens a descer pela mesma, estavam camuflados como os outros que vira da outra vez, quase indistintos da vegetação, Donny ia gritar para os vigias, mas passaram dois pés mesmo ao seu lado, não o viram, continuaram a descer, mais outro e mais outro, ficou o mais quieto possível, no outro lado do vale onde à pouco estava os dois vigias lutavam contra aquela turba de homens de verde, tendo sido rapidamente eliminados, Donny quis chorar, mas o barulho iria chamar a atenção pois homens continuavam a descer a encosta e tomar posições nas vigias e ao lado das mesmas, tendo neste momento acesso a todas as comunicações, tinha de avisar alguém, rápido!

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D

Favoritos