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Crónicas do Novo Mundo

Depois de séculos de escuridão, os sobreviventes da grande catástrofe emergem das Arcas de Vida, gerações e gerações depois os humanos voltam a caminhar na terra, que se abram as portas do novo mundo!

Crónicas do Novo Mundo

Depois de séculos de escuridão, os sobreviventes da grande catástrofe emergem das Arcas de Vida, gerações e gerações depois os humanos voltam a caminhar na terra, que se abram as portas do novo mundo!

O Povo da Águia PT IV

Janeiro 30, 2017

Pinheirinho

 

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- Isto não pode ser, não pode, o nosso povo nunca foi de ficar entre muralhas! – gritou o velho Andernot por detrás das suas enormes barbas.

- Sair Agora seria o nosso fim, mas vocês não pensam? Parem de usar apenas os músculos e usem a cabeça para pensar! – gritou em resposta o general Erdinger.

- Concordo, não podemos sair assim enfrentar um inimigo assim só porque ele nos chama, mas somos o quê afinal, crianças? – gritou Malvai, ao levantar-se esmurrando com força a mesa levando muitos do concelho a acenar com a cabeça em concordância.

- Do que é que nos serve ficar aqui afinal? Cobardes a esconderem-se entre muralhas? O Vosso pai já estaria lá fora a mostrar a esses amadores o que é um Homem do Ninho! – Gritou novamente Andernot atirando perdigotos para cima de todos.

- Sim o meu pai ou o meu avô já estariam lá fora, mas também foram eles que perderam o desfiladeiro e o vale das Almas. Eu disse-vos que no inicio da construção devíamos de ter atacado, mas vocês aconselharam que não, que não se devia atacar construtores e homens desarmados, pois bem, não o fizemos e agora vejam o tamanho do exercito deles, é verdade que cada um de nós vale 50 deles, mas não é por isso que vamos sair daqui e combater o inimigo no terreno deles, deixem-nos vir até aqui, assim que chegarem à planície sairemos de entre as muralhas e os combateremos no nosso campo, e ai sim, mostraremos a nossa força. – Gritou o Rei Eric, muitos lhe acenaram com a cabeça, ouvindo-se pela sala palavras como “Isso mesmo”, “Vamos a eles”, “Não valem o ar que respiram”.

- As minhas desculpas meu Rei, mas não devíamos de ser tão ingénuos a esse ponto, nenhum exercito alguma vez passará estas muralhas, são intransponíveis, dentro das nossas muralhas acabaremos com a raça deles! – Disse Erdinger de forma ponderada.

- Tu és é um maricas, um falso General, sabes em quantas batalhas já entrei? Mais de 20 e ainda aqui estou, sempre combatendo cara a cara com os vermes de Edervast, alguma vez me escondi? Nunca!! – Gritou uma vez mais Andernot.

- Não é medo, seu artolas, é pensar nos nosso povo, olha à tua volta camelo, somos cada vez menos, a nossa mania das grandezas de sermos os melhores guerreiros da terra, está a acabar, o Exercito de Edervast é 10 vezes superior ao nosso e isso só o que vemos, somos uma formiga no seu caminho se saímos lá para fora, iremos condenar o nosso povo à extinção! – Gritava agora Erdinger, enquanto Andernot se espumava de raiva e dois homens ao seu lado o agarravam.

- Chega, o Rei decidiu está decidido, iremos enfrentá-los em campo aberto, mas primeiro esperem que eles venham até cá, quero ver a coragem deles para chegar até nós, até às nossas muralhas e ai sairemos e iremos enfrentá-los e não quero mais conversas! – Falou o Rei Eric enquanto se levantava e saía da sala, deixando todos a falar sozinhos.

- Que arrogância, será o nosso fim!

- Que é que disseste maricas! – Gritou Andernot  para Erdinger enquanto lhe tentava esmurrar a cara.

- Senhores, onde está o Rei! – Gritou um guarda da muralha ao entrar na Sala de rompante.

- Que se passa jovem? O Rei Saiu, mas podes dizer! – disse o concelheiro Invall.

- Senhores está uma Criança a atravessar a planície de Sangue na nossa direção, parece ser nossa, senhores!

- O quê? Que é que faz uma criança lá fora, se é nossa porque é que não usa os tuneis? – Gritou Andernot!

- Deixai-a entrar e tragam-na até nós, vamos ver o que ela quer, pode trazer uma mensagem, aqueles Edervastianos são muito estranhos. – disse Invall.

____

 

Donny esperou a chegada da noite, os homens de Edervast, revezavam uma vez mais na frente, Donny reparou que a cada hora que passava, os homens da frente recuavam e outros de trás tomavam as suas posições, avançando depois um passo e cravavam o escudo no chão ao mesmo tempo que gritavam um estrondoso “OH!”, foi numa das revezas que Donny aproveitou para sair da sua toca, descendo rapidamente pelo pequeno desfiladeiro no meio da vegetação, esgueirou-se por trás de uma das casernas de vigia onde cerca de cinco homens se escondiam, sorrateiramente, passou, esgueirando-se depois por entre a vegetação, descendo pelas laterais em busca da entrada para o túnel.

Ao chegar perto viu que os homens de Edervast aguardavam em frente aos mesmos, tinham estado a bloqueá-los com pedras e lanças, quem tentasse sair por ali seria morto, Donny correi para um dos respiradouros do túnel, mas até ai estavam homens de vigia, decidiu então correr o maior dos riscos, teria de atravessar a planície, correu então de rocha em rocha tentando esconder-se o mais possível, assim que acabassem as rochas teria de correr quase mil passos até à primeira torre, sabia que tinha de ter algum avança não fossem os espiões de Edervast estarem perto, sentiu-se seguro quando chegou à ultima rocha, não via nenhum homem nas proximidades, olhou uma vez mais e saiu a correr que nem um doido, ouviu ao longe um, “atrás dele, não o deixem fugir”, “é só uma criança, os vigias da torre não o deixarão com vida”.

E Donny correu como um doido!

 

O Povo da Águia PT III

Janeiro 27, 2017

Pinheirinho

 

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Donny manteve-se o mais quieto e calado possível, estava rodeado de homens de verde, quase invisíveis na vegetação, estava bloqueado e dali não podia sair, teria de esperar que a noite caísse, mas não acreditava que os tropas perfilados no Vale das Lamas dormisse ali, passaram-se duas horas e ninguém se moveu, ficaram apenas imoveis, os que caminhavam por entre a vegetação tinham enviado cerca de metade dos homens para a boca do desfiladeiro para verem as movimentações, Donny apenas os via a correr de um lado para o outro, uns agitavam bandeiras verdes outros agitavam amarelas.

Ouviu-se um grande estrondo, Donny soltou um grito com o susto, felizmente ninguém o ouviu, os batalhões perfilados deram todos um passo ao mesmo tempo cravando de seguida os escudos no chão, mais bandeiras amarelas e verdes a serem agitadas, outro passo, ainda mais barulhento que o anterior. E novamente bandeiras amarelas e verdes a serem agitadas.

Donny pensou nas aulas de táticas de guerra, as suas favoritas com o Mestre Ariannor, até hoje em todas as batalhas contra os Reis de Edervast, as bestas Lupinos, ou os exércitos de mortos vivos do deus Kaskade, nunca o povo da Águia perdeu uma batalha, costuma sair de encontro ao seu inimigo, ali mesmo no Vale das Almas e ali, combate-los frente a frente em terreno aberto, mas há muito que o Mestre Ariannor lhe tida dito que desde a tomada do desfiladeiro Trunn, que os as ordens são outras, deixaram de os enfrentar no vale das almas, agora se querem combater que venham até à planície de Sangue onde a enorme muralha se ergue.

Donny apesar de ter apenas 7 anos e lhe faltar 1 ano para viajar para o Circulo da floresta, sabe que os Reis de Edervast não cairão nessa cilada, conhecem as histórias sobre o Ninho, há quem diga que até conhecem a arquitetura dos mesmos, sabem os seus pontos fracos e fortes e conhecem o sistema de tuneis, dai os homens com as bandeiras, deve ser a forma que arranjaram para ver quando os espiões saem para ver o que se passa, os homens não comunicam, depois todo aquele barulho, de certeza que é isso, estão a estudar de onde saem os homens, por esta altura o Rei Eric já deve ter mandado fechar as entradas para os tuneis, ou então prepara-se para sair de entre a proteção da muralha e vir lutar contra o inimigo em campo aberto.

As horas passavam-se, a sua mãe já devia de estar preocupada, tinha fome e sede, mas tinha medo de se mexer, seria visto e facilmente capturado e a noite nunca mais vinha, teria de usar o túnel externo o mini túnel que servia de respiradouro que a sua mãe um dia lhe mostrou, mas não estava fácil, a cada 5 minutos davam um passo firme e forte, ecoando por todo o vale, ao longe ouviu o som de um corno, este era o som de aviso aos inimigos, os exércitos iriam sair de entre as muralhas, um erro crasso, pensou Donny.

Agitaram-se bandeiras vermelhas e os homens revezaram-se os que estavam na frente recuaram e vieram outros para a frente, esses empunhavam lanças duas vezes maiores do que eles, mas só se via a ponta em frente ao escudo, os homens de verde nas colinas eram agora muitos mais do que aqueles que à pouco via, estavam bem camuflados, pensou ele, ao ver que todos tinham arcos e flechas pronta a disparar, os homens da Águia iriam cair numa cilada, devem ter estado a perguntar aos vigias o que se passava e quem respondia era o inimigo dando respostas contrárias, temia pelo seu povo, tinha mesmo de fazer qualquer coisa e rápido!

O povo da Águia PTII

Janeiro 23, 2017

Pinheirinho

O Povo da Águia PT II

 

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Donny, mais uma vez fugira à escola, não gostava dos professores, nem dos colegas, gozavam com ele por ser diferente e nem sempre lhe davam a devida atenção, por isso fugia e passando o labirinto de túneis saia de entre a protecção das muralhas até ao sopé do Monte Krivel, depois subia pelo trilho da vigia e vinha ter com os guardas avançados nos seus postos de vigia ao longo da encosta.

Era ali entre os guardas que se sentia bem, ali tratavam-no bem, não percebia porquês, pois mais ninguém gostava dele, nem dele nem da sua mãe Magda, que vivia sozinha desde sempre.

- Lá vem o chato! – Disse Monocäer ao vê-lo chegar.

- Olá, posso ficar aqui de vigia com vocês?

- Podes pequenos, mas nada de conversas, que hoje dentro da barragem andam com muita movimentação.

O Ninho da Águia além das suas altas muralhas em forma de U, tinham também outras defesas, além de um intrincado sistema de subterrâneos que davam para várias saídas no sopé do Monte Krivel, e outras na planície de Sangue, assim chamada devido à cor alaranjada da mesma, tinha ainda um sistema de vigias ao longo da encosta que dava para o Vale da Glória, Vale esse que terminava no Desfiladeiro das Almas, onde hoje se erguia imponente a Fortaleza da Barragem, uma obra gigantesca com uma muralha circular de forma a esconder as entradas que se situavam nas laterais, as muralhas exteriores têm uma série de espigões de aço, os homens da Águia costumam brincar sobre isso, dizendo que não é a melhor das ideias visto que se os exércitos formarem em frente à fortaleza, se o atacante pressionar forte e os obrigar a recuar, uns quantos serão mortos pela própria muralha, mas talvez não seja assim tão fácil, por toda a amurada estão montados uma série de trabuques e acredita-se que existam mais no interior, a unir os dois desfiladeiros ergue-se uma enorme torre, quase se fundindo nos dois, escondendo dos homens da águia o seu real tamanho.

Donny olhava a muralha em busca de algo, à dias ajudou os homens pois conseguiu ver movimento nas encostas, um grupo de 4 batedores haviam saído da Barragem pela calada da noite, completamente vestidos de negro e no maior dos silêncios, mesmo assim Donny conseguiu ver movimento, que os homens usando o sistema de comunicações avisaram os companheiros na vigia mais próxima que os caçou sem feridos ou barulho, infelizmente nenhum dos inimigos sabia de nada, apenas tinham ordens para observar as defesas do Ninho.

Hoje enquanto Donny olhava a fortaleza parecia um dia como qualquer outro, tirando o barulho que vinha da mesma.

- “Os portões estão a abrir!” ouviu-se no intercomunicador.

- “Estão armados para combate, estou a avistar o primeiro batalhão, Lança escudo e espada.”

- “Deste lado também”

- Vai para a muralha Donny! – Disse Monocaër, colocando-lhe o braço no ombro.

- Mas…

- Vai já!

Donny saiu a correr, desceu rapidamente o desfiladeiro e entrou no labirinto do subsolo em direcção ao Ninho, depois parou, ficou a olhar e decidiu voltar para trás. Entrou numa outra parte do labirinto, saiu por uma outra porta, voltou a subir a encosta, só que desta vez foi antes para as antigas vigias, hoje apenas buracos abandonados, mas que lhe dariam uma visão perfeita do vale das almas e proteção contra o inimigo, ficou bem quieto deitado no chão a olhar.

Neste momento já estavam uns 6 batalhões no exterior e mais outros saiam de entre as muralhas pelas suas portas laterais, estavam dispostos em quadrados de 150 homens, assim que os dois primeiros batalhões chegaram a meio do vale pararam e fincaram com força os escudos no chão. Outros batalhões foram formando fazendo exactamente a  mesma coisa.

Donny via movimentações na encosta, havia homens a descer pela mesma, estavam camuflados como os outros que vira da outra vez, quase indistintos da vegetação, Donny ia gritar para os vigias, mas passaram dois pés mesmo ao seu lado, não o viram, continuaram a descer, mais outro e mais outro, ficou o mais quieto possível, no outro lado do vale onde à pouco estava os dois vigias lutavam contra aquela turba de homens de verde, tendo sido rapidamente eliminados, Donny quis chorar, mas o barulho iria chamar a atenção pois homens continuavam a descer a encosta e tomar posições nas vigias e ao lado das mesmas, tendo neste momento acesso a todas as comunicações, tinha de avisar alguém, rápido!

O Povo da Águia Pt I

Janeiro 12, 2017

Pinheirinho

 

No planalto de Roskard foi construída a maior muralha já edificada pelo homem, com a ajuda dos povos da floresta, os eternos Nectarianos e os humanos livres construíram o Ninho da Águia, uma gigantesca fortaleza com as muralhas em U que tapavam a única passagem entre as terras de Edervast e a floresta proibida, um local único e mágico no centro a grande árvore e o seu Nectar, quem dele bebe torna-se imortal, ou quase, os anos passam à mesma mas numa contagem diferente, cada ano de vida de um Nectariano equivale a 20 anos na vida de um mortal, a sua pele fica mais dura, o seu corpo fica maior e mais alongado, fica com uma força 10 vezes maior, mas isso só no inicio, nos primeiros 200 anos, depois vai ficando mais lento e mais parecido com uma árvore, quem bebe do se néctar também é conhecido como arbóreos.

Este povo sábio ao ver a ganancia dos homens em relação ao néctar decidiu que apenas os mais justos e merecedores tenham acesso ao mesmo, por isso construíram o Ninho da Águia para criar esse tampão e desde que foi construído viu enumeras batalhas, infindáveis conflitos, todos querem ter acesso ao néctar, todos querem beber da sua fonte, todos querem ser imortais, todos não, passo a explicar.

 

À muitos séculos atrás, ainda os deuses eram jovens Vallina a Deusa da pureza,  saúde e da esperança andou pelo mundo à procura das Arcas, com ela viajavam 2 deuses e 4 semideuses, Werdénia, a Deusa da floresta, Giorgianna, Deusa do passado, os Semideuses, Vollovina, criada pelo Deus da criação como protetora de Vallina, é invisível quando quer viajando através do vento, Develin o protetor, era também o mensageiro dos Deuses, Arkannon o mais letal dos guerreiros, o seu corpo disforme e monstruoso enche qualquer coração de medo e Sirdvar, tem o dom de atravessar paredes, entra em qualquer sitio sem precisar de porta.

Juntos palmilharam a terra em busca das Arcas, muitas estavam intactas, outras nem por isso e as pequenas rachas criaram estranhos humanoides, outras foram destruídas, mas quando encontraram aquelas a que chamaram a estrela de vida apressaram-se a abrir as Arcas, a estrela eram 5 Arcas colocadas frente a frente, os humanos que saíram do seu interior estavam perfeitos, evoluíram de forma perfeita, ficaram contentes com o achado, nos dias que se passaram dos 5 quatro quiseram abandonar aquela zona e povoar a terra, aquela terra chamou-se Edervast. Os outros 4 grupos foram-se separando cada um deles acompanhados por um Semideus e uma Deusa, Vallina acompanhou 2 grupos em busca da costa, Georgianna levou um para as terras perto do seu palácio e Werdénia levou outro em busca da Floresta, todos chegaram ao seu destino sem problemas, apenas o grupo de Werdénia e Arkannon se perderam na sua busca, o povo tinha fome, caminhavam à dias, Werdénia alimentou-os de bagas e raízes, mas não chegava, queriam mais, Werdénia sentiu-se perdida, não era ali que estava a floresta ali era um deserto, tinham escalado as montanhas de Edervast a descida foi complicada e agora atravessavam um deserto árido e sem nada para beber ou comer.

Uma jovem caiu e faleceu devido à fome e sede, werdénia começou a chorar compulsivamente, cada lágrima dela fazia brotar vegetação, olhou à sua volta e sem que Arkannon a pudesse impedir cortou os pulsos deixando o seu sangue escorrer para o chão, ali mesmo nasceu a grande árvore e a sua seiva que alimentou toda a gente, Werdénia também bebeu o seu néctar, esteve dias em coma, mas salvou o povo e criou uma floresta inteira, desde esse dia esse povo vive junto à arvore nas fortaleza do Circulo da Floresta, o último bastião entre a árvore sagrada e a ganancia dos humanos.

Nos dias que se passaram Werdénia descobriu que metade dos humanos não beberam o Néctar, com a floresta a brotar daquela forma continuaram a alimentar-se de bagas e raízes, não percebeu o porquê, não fazia sentido, decidiu questionar um dos humanos, era o mais velho de todos supôs ser o líder.

- Porque é que não beberam o Néctar?

- Porque não quisemos, havia água, havia rebentos, havia bagas, foi mais do que o suficiente, além de que o Néctar tem um cheiro estranho.

Werdénia riu com a careta que o humano fez, já tinha reparado que o Néctar tinha efeitos secundários, quem o tomou estava mais forte, mas ao mesmo tempo mais sábio, durantes dias trabalhou com esses mais sábios na busca de uma forma de beber o Néctar sem ser na sua forma bruta, para durar mais tempo e desde esse dia o povo Nectariano nasceu e aprendeu que as crianças não o podem tomar, param de crescer, só se pode tomar o Néctar depois de fazer os 25 anos, quem não bebeu de inicio bebeu depois quando chegou a Velho, criaram uma comunidade sã e pura e muito inteligente, criaram a Fortaleza da Floresta, uma fortaleza circular com 5 anéis de muralhas, a única forma de entrar é por uma das 4 portas subterrâneas cheias de armadilhas e caminhos traiçoeiros, a vegetação cresce entre muralhas e tapando-as tornando-a quase invisível, mas depois de vários ataques à mesma os Nectarianos tiveram a mais brilhante das ideias, criar uma muralha tapando o único caminho entre Edervast e a Floresta, e assim colocaram mãos à obra e construíram o Ninho da Águia, dando essa Fortaleza aos povos livres.

Durante séculos assim tem sido, os jovens vão para o Circulo Verde, nome dado pelos humanos à Fortaleza da Floresta, treinar com os melhores professores, tanto no ensino da escrita e leitura, assim como matemáticas, história e a arte da guerra.

Quando regressa ao Ninho são já exímios guerreiros, fortes e dedicados e alimentados pela força do substrato de Néctar, todos os efeitos positivos, nenhum dos negativos, não são imortais, envelhecem, apenas mais devagar, são mais fortes e ágeis e altos, mas não viram arbóreos.

Até aos dias de hoje apenas uma armada chegou às muralhas brancas do Ninho. Para isso teve de passar as planícies da Glória, conquistando-as ao fim de 25 anos de batalhas, chegaram às planícies do Ninho, mas as tropas da Águia expulsaram-no de novo da sua planície recuando até ao desfiladeiro de Trunn, hoje a sombra negra da Barragem, a fortaleza circular criada pelo povo de Edervast, paira sobre o ninho a sua construção está concluída à 2 anos e nesse tempo Lars o Negro Rei de Edervast prepara o seu ataque final.

As Crónicas do Novo Mundo

Janeiro 12, 2017

Pinheirinho

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O meu nome é Ardiguer, sou um dos 50 escolhidos para o concilio dos deuses, história essa que ficará para mais tarde, não fui um dos seleccionados para o grande prémio, a grande honra, ser um deus, essa honra coube a 10 dos 50 escolhidos, foram eles que moldaram a terra de modo a que os humanos pudessem voltar, os restantes passaram a ser os olhos do criador, a nossa função é relatar tudo o que acontece, temos o dom único de andar para trás e para a frente no tempo sem nunca intervir, somos como almas penadas a vaguear pelo tempo e espaço, com apenas um senão, só posso voltar atrás no tempo até ao dia em que nasci.

A minha família veio de um país que anteriormente se chamou Escócia, mas não sei o que é ser escocês, nunca lá vivi, nasci dentro de uma Arca da vida, vivi lá até aos meus 16 anos até ao dia em que fui escolhido para o concilio, conheço a Escócia as suas histórias já visitei a ilha, hoje bem diferente do que era, talvez devido às histórias que ouvia em miúdo sempre vivi apaixonado pelo homem comum que se torna uma lenda, procuro-os na vastidão do meu tempo na busca de os escrever para mostrar ao criador que há esperança, vontade e coragem nos humanos.

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A terra de hoje é muito diferente da de outrora, não existem países nem nada é como era, a terra é hoje uma esfera disforme, com um satélite natural partido ao meio, a ganancia humana transformou a Lua num objecto oco, depois um meteorito fez o resto e partiu a Lua em 3 grandes pedaços, dois ficaram a orbitar a terra quase a chocarem um contra o outro, ao passo que o terceiro pedaço caiu na terra, numa parte do planeta anteriormente chamada de Continente Americano, a terra saiu da sua órbita, o nível da água subiu 50 metros, mas antes varreu toda a terra em gigantescas ondas, tremores de terra que duraram semanas, vulcões que arderam incessantemente, nada sobre a terra sobreviveu.

Nada sobre, porque no seu interior foram construídas as Arcas de Vida, Cidades auto suficientes que albergavam cada uma 50 famílias, foram construídas pelos governos usando a ideia das cidades que se construíam em Marte, mas aqui colocaram-nas a mais de 1 quilometro de profundidade, cada país tinha várias e apenas para pessoas seleccionadas, médicos, cientistas, professores, engenheiros, pessoas que ao fim de 100 anos podiam povoar a terra novamente e com conhecimento para tal, mas ninguém quis ficar fechado 100 anos numa cidade subterrânea, as portas teriam de ser fechadas 6 meses antes do embate do meteorito com a terra, os cálculos previam que a lua iria estar à frente do meteorito, que serviria de escudo e nada aconteceria à terra, os ricos e poderosos ignoraram as arcas, os pobres e os menos crentes na ideia de que a nada acontecia voluntariaram-se e esses sobreviveram, passaram-se pelo menos 2 mil anos, 2 mil anos de evolução dentro de uma cidade subterrânea que deveria ser aberta ao fim de 100, acreditem, nem todas as Arcas ficaram intactas, nem todos evoluíram de maneira igual, mas essas são histórias para ir contando.

Bem vindos ao Novo Mundo, estas são as suas Crónicas.

Ardiguer o Escriba do Criador. 

----\\English Version//---

My name is Ardiguer, I am one of the 50 chosen for the Council of the Gods, a story that will be for later, I was not one of the selected for the grand prize, the great honor, to be a God, that honor fell to 10 of the 50 chosen, they shaped the earth so that humans could return, the rest became the eyes of the creator, our job is to report everything that happens, we have the unique gift of walking back and forth in the time without ever intervening, we are like lost souls wandering through time and space, with only one little problem, I can only travel back until the day that I have Born.

My family came from a country that was formerly called Scotland, but I don't know what it is to be Scottish, I never lived there, I was born within an Ark of life, I lived there until I was 16 until the day I was chosen to the Council, I know your stories from Scotland I have visited the island, today quite different from what it was, perhaps because of the stories I heard as a kid I have always lived in love with the common man who becomes a legend, I seek them in the vastness of my time in search to write them to show the creator that there is hope, will and courage in humans.

----\\----//---

Today's earth is very different from yesterday's, there are no countries and nothing is as it was, the earth is today a misshapen sphere, with a natural satellite broken in half, human greed turned the moon into a hollow object, then a meteorite made the rest and broke the moon into 3 large pieces, two were orbiting the earth almost crashing into each other, while the third piece fell to earth, in a part of the planet formerly called the American Continent, the earth came out of its orbit, the water level rose 50 meters, but before swept the whole earth in gigantic waves, earthquakes that lasted weeks, volcanoes that burned incessantly, nothing on earth survived.

Nothing about it, because in its interior were built the Ark of Life, Self-sufficient cities that each housed 50 families, were built by governments using the idea of ​​cities that were built on Mars, but here they placed them more than 1 km from each country had several and only for select people, doctors, scientists, teachers, engineers, people who after 100 years could populate the earth again and knowledgeable, but no one wanted to be closed 100 years in an underground city, the doors had to be closed 6 months before the meteorite hit the earth, calculations predicted that the moon would be ahead of the meteorite, which would serve as a shield and nothing would happen to the earth, the rich and powerful ignored the arks, the poor and the least believers in the notion that nothing happened volunteered and these survived, at least 2,000 years passed, 2,000 years of evolution within an underground city and what should be opened after 100, believe me, not all the Ark was intact, not all evolved equally, but these are stories to tell.

Welcome to the New World, these are your Chronicles.

Ardiguer the Scribe of the Creator

 

 

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