Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Crónicas do Novo Mundo

Depois de séculos de escuridão, os sobreviventes da grande catástrofe emergem das Arcas de Vida, gerações e gerações depois os humanos voltam a caminhar na terra, que se abram as portas do novo mundo!

Crónicas do Novo Mundo

Depois de séculos de escuridão, os sobreviventes da grande catástrofe emergem das Arcas de Vida, gerações e gerações depois os humanos voltam a caminhar na terra, que se abram as portas do novo mundo!

O Concilio dos Deuses PT V

Fevereiro 17, 2017

Pinheirinho

Great-fantasy-city.jpg

 

Chamados a uma enorme sala, ao fim da primeira semana, onde aproveitaram para se ambientar e se conhecerem melhor, alguns reclamaram pelos números recebidos, outros fizeram uma enorme festa, outros reclamaram das vestes, outros apaixonaram-se, outros ficaram com medo de amar, outros descobriram outras pessoas e pessoas com quem falar.

Pode parecer estranho mas daqueles 101 ao fim de uma semana ninguém quis desistir, leram nos livros que tinham na cabeceira da cama as regras, o que implicava ser um ou outro, ou nada, apesar de alguns o temerem, em conversas uns com os outros todos quiseram ficar.

 

Quando transmitiram essa informação ao criador, ele sorriu e entre esse mesmo sorriso disse, “Então amanhã começamos, ao fim do primeiro ciclo de testes iremos ter uma avaliação e assim sucessivamente até ter o que procuro, boa sorte a todos!”

 

Nos dias que se seguiram passaram horas fechados numa sala completamente branca, sem janelas, apenas secretárias brancas, cadeiras brancas, até o quadro na parede era branco, eram-lhes dados teste em que apenas tinham de escolher 1 de 2 objectos, sendo que o teriam de fazer de modo instintivo, mais do que 3 segundos na escolha e já não podiam escolher.

Outras vezes aparecia apenas a imagem do criador, que lhes falava durante horas sobre os assuntos do universo, alguns acabavam por adormecer, outros tentavam interromper para questionar, algo que se tornava impossível.

Comer, dormir, aulas, comer, aulas, comer, dormir e repete, dias e mais dias e mais dias, ao fim do que lhes pareceu mais de um ano, o Criador os chamou à sala de controlo para onde no inicio tinham sido transportados.

- Olá, há muito que não vos via, quanto tempo foi, um mês? Dois? Perdi a conta.

- Bom, isso não importa nada, já tenho o resultado dos vossos primeiros testes, parecem idiotas eu sei, que escolher entre uma uva e uma laranja? Decisão difícil, mas podem ter a certeza que é muito importante para conhecer a fundo o vosso carácter humano.

- Posto isto, passemos aos resultados, sempre que eu chamar um dos vossos números, por favor desloquem-se para o lado direito da sala.

- Irei chamar não por notas, mas por ordem numérica, do 1 ao 11, do 17 ao 54, do 60 ao 65, 68, 71, do 73 ao 90, 94 ao 101.

- Aos restantes os meus parabéns, foram os melhores deste primeiro Ciclo.

- E qual de nós foi o melhor? – Perguntou o 66.

- Isso é irrelevante, também não direi quem foi o pior, sabem que este primeiro ciclo incluía apenas a parte psicológica de cada um, posso por exemplo dar-te um pequeno exemplo, em alguns casos a resposta certa era não escolher nada, nesses casos dei como tempo mais do que os 3 segundos, para ter a certeza que seriam feitas as escolhas certas e não por tempo, sabem quantos responderam a essas certas? Quem está aqui à minha esquerda, está aqui alguém que nunca conseguiu escolher nenhum dos objectos.

Todos riram, o 8 deu um passo em frente e disse.

- Como posso eu escolher entre uma coisa e outra? A maioria das coisas nunca tinha visto na vida, podiam ter vidas, o que aconteceria aquele que não escolho, seria extinto? O quê? Não posso escolher uma de duas, ou escolho as duas ou nenhuma!

A sala encheu-se de um riso cada vez mais estridente, a jovem corou e baixou a cabeça de vergonha, o criador colocou-lhe o dedo debaixo do queixo e fe-la olhar para ele.

Deixa-os rir 8 foi a melhor coisa que já ouvi, tens toda a razão, há coisas pelas quais não podemos escolher uma em função de outra, tudo tem um equilíbrio.

- Agora terão uma semana de férias antes de começar o segundo ciclo, façam o que quiserem explorem o planeta, sim, estamos num planeta, já conhecem os nossos jardins?

Dito isto abriram-se duas gigantescas portas mesmo atrás deles que davam para um jardim que ia até à linha do horizonte.

 

O criador olhou-os enquanto saiam a ultima foi a 8 que ia mais devagar e cabisbaixa.

- Aida? – Chamou o criador.

- Sim mestre! – Respondeu a 8, voltando-se para trás rodando os seus longos cabelos vermelhos.

- Parece que fiz bem em ficar contigo aqui, podes ser a mais nova de todos, mas gosto da tua pureza, nunca a percas!

- Não mestre, na nossa cidade fomos ensinados a amar todas as espécies, tudo o que a terra nos dava, apesar do pouco que tínhamos, dividíamos com todos, pode ser pouco, mas tinha de dar para todos.

- Eu sei Aida, agora vai, boa sorte para o próximo ciclo!

 

A jovem saiu da sala transpondo as enormes portas que se fecharam atrás dela, o criador ficou a sorrir e pensou em voz alta.

“Afinal ainda há esperança para a raça humana, talvez me tenha precipitado um pouco, mas também quem é que adivinhava que iriam por a Lua oca à frente do cometa!”

“Tem razão senhor, quem é que podia suspeitar de uma coisa dessas”

“Cala-te escriba, estás aqui para relatar, não para te intrometeres nos meus pensamentos”

“desculpe senhor, mas eu avisei na altura, não me quis ouvir”

“Ouvi sim escriba, tanto ouvi que reduzi a velocidade do cometa se não a catástrofe seria ainda maior, ele devia ter batido no meu do atlântico, iria activar a linha vulcânica e apesar dos tremores de terra e da subida do mar iria penas criar uma noite de cinza vulcânica como fiz para os dinossauros, mas a vida continuava, humanos burros”

“Desculpe senhor, mas até achei inteligente usar a lua como escudo, infelizmente estava oca, se não, teria de enviar outro”

“Isso seria impossível, afinal de contas se chocasse com a lua sem ela estar Oca, ela aproximar-se-ia o suficiente da Terra, para que as forças de atracção fizessem com que a terra atrai-se a lua, levando ao desaparecimento da terra e da Lua, mas não falemos mais nisso, vai fazer o teu trabalho! Atenção aqueles dois a 13 e o 66”

 

O Concilio dos Deuses Parte IV

Fevereiro 10, 2017

Pinheirinho

apocalipse.jpg

 

 

O Criador olhou o planeta, percorreu o seu exterior, depois o interior, sorriu ao ver que o povo Marciano já não eram apenas humanoides peludos, a gigante caverna era agora uma de muitas, criadas por eles, evoluíram ao ponto de que o interior já era pequeno de mais, mas ainda não podiam sair para o exterior.

O criador sorriu uma vez mais, desta vez enquanto desactivava as muitas ogivas que podiam destruir o planeta, activando todas ao mesmo tempo e disparando-as contra o Sol, depois num ato único e belo, elevou à superfície uma grande rocha de Gelo, Gelo puro escondido no pólo Norte, derretendo agora preenchendo o leito do Rio, apenas um pequeno ribeiro depressa será maior, depressa fará um oceano, como já existira antes.

Percorreu de novo as grutas onde um jovem era carregado em ombros, festejavam, achavam que tinha sido aquele jovem a livra-los do perigo eminente.

 

Afastou-se de Marte, não sem antes descarregar toda a informação do Escriba divino em Marte e o rejuvenescer, pois neste momento era o único por lá, agora o tempo fará o resto, que não caiam no mesmo erro, e aproximou-se da terra em convulsões, aqui o trabalho era muito, havia muito para fazer, percorreu mais uma vez a terra com o olhar, existia matéria prima suficiente na terra para usar, desta vez quis fazer diferente do que tinha feito antes, desta vez iria dar forma aos Deuses, ainda não sabia ao certo quantos, continuou a percorrer a terra em busca de pessoas Puras, pessoas limpas de ódios ou maldades, sempre que encontravam um trazia-o para perto de si, vasculhou e vasculhou, por todas as espécies, de todos os sítios, de todas as formas, “Chega!” disse para si mesmo em voz alta, olhou para trás e contou 113, 113 pessoas, a maioria jovens ainda, talvez mesmo demasiado novos para o que queria fazer, devolveu mais uns quantos e voltou a contar, 101, será com estes então que ficarei.

Antes de começar, puxou para trás a Lua, afastando-a da terra o suficiente para as convulsões pararem, pararam os tremores de terra, os vulcões expeliram a ultima lava, a terra acalmou, assim como em Marte, o tempo fará o resto.

Agora estes 101, agora começa a 7ª experiência, vamos ver se estes 101 são matéria suficiente para criar aqui um grupo de Deuses, que trabalhem entre si, que sejam um só na resolução dos problemas, que sejam unidos e percebam que cada um tem o seu papel, o seu lugar, não quero mais falhas como nos anteriores, ou resulta desta vez, ou voltaremos a ter que começar de novo e este planeta já começou de novo vezes de mais.

 

- Sejam bem vindos à minha casa, eu sou o Criador, a minha função é zelar pelo espaço, os seus planetas e os seus seres, e a terra estava a precisar de um limpeza, infelizmente a raça humana e a sua ganancia, fizeram com que uma coisa simples se tornasse, quase, no fim do mundo. – Disse o criador para os presentes assim que rodou a cadeira voltando-se para eles.

Os jovens e menos jovens ficaram a ilhar espantados para aquele enorme ser, a forma era quase a de um humano, nas a pele era transparente, mas em vez de veias, esqueleto e músculos, viam-se linhas de um roxo florescente e pequenas luzes amarelas que desciam e subiam a uma enorme velocidade, os olhos eram fundos e a face fina sobre um pescoço comprido e quase sem nariz ou orelhas, a tapar a face uma enorme e branca barba que chegava até meio do peito, os cabelos eram brancos como a barba e compridos caindo ao longo das costas, a enorme secretária onde se sentava impedia-os de ver mais, mas pelo tamanho da cabeça e mãos devia de medir mais de 4 ou 5 metros de altura.

- Aqui irei ensinar-vos como ser um deus, os melhores serão escolhidos para esse fim, os outros passarão a escribas divinos, seres etéreos, com a capacidade de viajarem no tempo para trás e para a frente, com a função de relatar tudo o que seja relevante, caso eu necessite, quem não quiser nem uma coisa nem outra que o diga!

Os 101 ficaram imóveis, só a olhar para aquele ser enorme, vidrados nele como que hipnotizados.

- Está bem, terão uma semana para responder, desçam este corredor e cada um entre numa porta, a porta que escolhem será o vosso numero, apesar das portas não estarem marcadas, apenas serão marcadas depois de todas as portas fechadas, não quero os vossos nomes, não para já, pois de hoje em diante serão conhecidos pelo vosso numero, Agora vá saiam da minha frente e descansem, terão comida e roupa para vestir nos quartos.

Logo de seguida o Criador levantou-se, era bem maior do que esperavam, ninguém arredou pé, continuavam estáticos a olhar, devia de ter uns 10 metros de altura.

- Vão! Do que é que estão à espera? – disse o Criador indicando com a mão o corredor.

Começaram a levantar-se a medo e lá foram entrando no corredor.

O Concilio dos Deuses PT III

Fevereiro 07, 2017

Pinheirinho

 

apocalipse.jpg

 

 

A perfuração começou, o solo era mais rijo ali do que onde perfuravam anteriormente, para se fazer um simples túnel na diagonal, foram precisos dias, mais propriamente 8, até que a broca chegou ao túnel, festejou-se por toda a planície de Marte, finalmente algo de bom acontecera, depois da catástrofe na terra os únicos sobreviventes da humanidade podiam encontrar ali, talvez a salvação da espécie humana.

Os cientistas foram rápidos a enviar uma sonda, seguiam pelos ecrãs, desceu a diagonal, chegou ao Túnel e começou a descer e descer e descer, no exterior foram horas de espera, até que o pequeno veiculo chegou a um ponto em que não podia passar mais, tinha a forma de um cone e tapava todo o túnel, um dos cientistas, decidiu porque não se usava o maçarico instalado no veiculo para abrir um buraco, os outros concordaram, até porque iria demorar muito tempo para encontrar uma solução para passar aquele obstáculo.

A sonda começou a perfurar o objecto cónico, a solda de Lunar cortou a chapa como se fosse manteiga, simples e rápido, a sonda retirou a pequena chapa e os cientistas ficaram pálidos, olhavam uns para os outros sem saber o que fazer, não sabiam o que fariam agora, foi o silêncio total.

- Que fumo é aquele Pai! – gritou uma criança a olhar para o fumo que saía do buraco anteriormente escavado.

- Deve ser da Sonda, deve ter encontrado algo.. – Respondeu o pai segurando-a ao colo e apertando-a contra o seu peito.

- Cada vez sai mais fumo, que se passa lá em baixo? – Gritou um dos humanos ao olhar para os cientistas, quietos, imóveis nas suas cadeiras.

O fumo não parava de sair do buraco, era cada vez mais, a gigantesca pedra levantou, um dos cientistas começou a correr, outros seguiram-no, os humanos que olhavam o que se passava olharam para as televisões que emitiam as imagens da sonda.

- Cabrões, nem avisam, CORRAM!!!!! – Gritou o pai da criança, ainda com ela ao colo que começou a correr em direcção à bolha central.

- É uma bomba, é uma bomba, corram, é uma bomba!- Gritava outro.

Correram para todos os lados, passado segundos aquela bomba enorme sai de dentro do túnel e a porta no chão fechou-se, poucos metros depois de subir, virou e caiu a pique, ali mesmo.

Ao explodir, soltou uma onda de choque de tal intensidade que tudo o que estava à superfície de Marte virou pó, nem um único vestígio da raça humana, pó, simplesmente pó, foi tudo o que sobrou.”

O criador olhou para o testo que acabava ali, reparou mais a baixo uma nota do escriba divino.

“A minha missão acaba aqui, à superfície estava um outro escriba, era branco como tudo, magro e disforme, os braços eram maiores que o tronco, as pernas eram encurvadas, parecia ter mais anos do que aqueles para o qual teria direito.

Olhou para mim e disse.

- Desculpa, mas foi inevitável, aquela vossa criação activou uma das bombas hidrogénio, se explodisse no interior teria destruído o planeta, tivemos de o disparar.

- Supostamente, não existiria vida em Marte, como é que ainda aqui estás?

- A vida acabou em Marte, mas apenas à superfície, a guerra entra as super-potências destruiu o nosso planeta, viste o que esta bomba fez? Imagina agora mil a serem disparadas, felizmente, depois de tudo desaparecer, descobri que existia vida, que o criador desconhecia e ainda desconhece, dão pelo nome de Borggers que em língua marciana quer dizer Toupeiras, eram simples animais, que encontraram uma grande caverna no interior do planeta, tem uma luz natural que não é mais umas pequenas lagartas que vivem no tecto da caverna, onde a humidade acumula, essa humidade escoa para um grande lago interior, tem vegetação em abundância, viveram sempre lá, milénios e milénios, evoluindo, quiseram explorar o exterior, mas o que encontraram foi guerra e caos, o mundo exterior autodestrui-se, voltaram para o seu interior e não mais voltaram a sair, tentaram desarmar todas as ogivas, mas não sabiam como, então criaram um sistema de limpeza das mesmas pois perceberam que humidade cria corrosão, dessa forma já foram obrigados a disparar quatro antes que explodissem no interior do planeta o que destruiria o seu mundo. Desculpa.

- Não tens de o fazer, o humano é curioso por natureza, irei acabar os meus relatos e esperar uma nova missão.

Parti dessa forma de Marte, não sem antes explorar aquele mundo novo, humanoides disformes e peludos, viviam da terra, evoluíam a cada dia, daqui a uns quantos milhares de anos sairão do interior e repovoarão o planeta, afinal ainda há esperança para todo este caos, este povo não sobreviveria se o povo dominante do exterior ainda fosse vivo.”

O Concilio dos Deuses PT II

Fevereiro 03, 2017

Pinheirinho

apocalipse.jpg

 

 

- Aqui mesmo! – Exclamou o Criador.

“Era o ano de 3024 da escala solar, os humanos já habitavam Marte à 5 anos, quando o jovem Alfonse, encontrou uma porta secreta na rocha, andava a brincar com o seu irmão Albert, quando por acidente descobriu enterrada debaixo de uma camada de areia uma porta de pedra, tinha uns símbolos estranhos e um boneco que parecia um anão, começaram os dois a escavar até revelarem a porta por inteiro, ficaram idiotas a olhar para a mesma, uma porta que levava para dentro do chão. Correram ambos até casa e avisaram os anciões da sua tribo.

- Pai, mãe, encontramos uma porta!

- O que faziam lá fora? Não sabem dos perigos que vos esperam lá fora?

- Sabemos mãe, mas encontramos uma porta, bem junto à Bolha 1.

- Aquela rocha feia e disforme?

- Sim pai, essa mesmo! Não é uma rocha é uma porta, com desenhos e tudo.

- Deve de ser aquilo que os nossos cientistas nunca encontraram, a razão pela qual o povo Marciano desapareceu. Vem esposa, vamos avisa-los!

Anciões e crianças correram de casa em casa batendo a todas as portas até chegarem a uma casa maior, quando chegaram várias pessoas os seguiam e o Homem gritou.

- Encontramos o que procuram!

Dois homens vieram a correr até à janela e olharam para a turba de pessoas.

- Os meus miúdos encontraram uma porta no chão junto à Bolha 1.

- Impossível, revistamos toda essa zona, não encontramos nada! – Gritaram os homens da janela.

- Revistaram mal, venham connosco, os miúdos mostram onde está!

Os homens saíram da janela, demoraram um bocado a chegar cá a baixo, traziam umas grandes malas que colocaram num dos carros estacionados à porta e com um gesto de mão indicaram aos miúdos para mostrar o caminho, todos correram atrás dos miúdos, saíram dos limites da cidade, passaram a primeira porta de controlo, colocaram os respiradouros e saíram para o exterior, caminharam até à Bolha 1, uma bolha de vidro enorme onde no seu interior estavam as árvores de fruto.

Seguiram mais uns 100 passos mais ou menos até uma rocha disforme no chão.

Os homens saíram do carro com as suas grandes malas e ficaram estupefactos a olhar para a pedra, continha caracteres estranhos e formas humanoides, o primeiro vestígio de vida inteligente em Marte, colocaram a grande mala no topo da pedra, abriram-na e ligaram-na, a máquina no seu interior tirava fotos em profundidade

Emitindo sons e impulsos magnéticos, os homens que operavam a máquina estavam boquiabertos, existia um túnel, por debaixo daquela porta que ao que tudo indicava pelas leituras teria mais de 2 quilómetros de profundidade, mais porque a máquina não conseguia ver mais do que isso, era apenas aquele buraco, tudo o resto era terra até esses 2 quilómetros.

Pegaram nuns comunicadores que traziam com eles e pediram reforços, grande máquinas perfuradoras, usadas para extracção de minerais essenciais às experiências que faziam no cultivo de plantas e árvores de fruto, mas as máquinas eram lentas e estavam longe, pelo que mais depressa se montaram tendas e novas bolhas à volta e sobre aquele enorme achado, homens corriam por todo o lado, limpavam a porta, procuravam um sentido para os escritos, para as figuras humanoides.

Enquanto se faziam testes atrás de testes, fotografavam a pedra, limpavam, perfuravam até, mas a pedra já partira três brocas de ponta de diamante, os humanos estavam a desesperar, até que a solução chegou, as gigantes máquinas tinham as suas gruas bem por cima da pedra, foram horas a tentar move-las, mas a pedra não mexia, até que um dos cientistas decidiu fazer amais básica das coisas, perfurar na diagonal até ao túnel, passando por debaixo da gigante pedra.

O Povo da Águia PT III

Janeiro 27, 2017

Pinheirinho

 

fantasy art 1.jpg

 

Donny manteve-se o mais quieto e calado possível, estava rodeado de homens de verde, quase invisíveis na vegetação, estava bloqueado e dali não podia sair, teria de esperar que a noite caísse, mas não acreditava que os tropas perfilados no Vale das Lamas dormisse ali, passaram-se duas horas e ninguém se moveu, ficaram apenas imoveis, os que caminhavam por entre a vegetação tinham enviado cerca de metade dos homens para a boca do desfiladeiro para verem as movimentações, Donny apenas os via a correr de um lado para o outro, uns agitavam bandeiras verdes outros agitavam amarelas.

Ouviu-se um grande estrondo, Donny soltou um grito com o susto, felizmente ninguém o ouviu, os batalhões perfilados deram todos um passo ao mesmo tempo cravando de seguida os escudos no chão, mais bandeiras amarelas e verdes a serem agitadas, outro passo, ainda mais barulhento que o anterior. E novamente bandeiras amarelas e verdes a serem agitadas.

Donny pensou nas aulas de táticas de guerra, as suas favoritas com o Mestre Ariannor, até hoje em todas as batalhas contra os Reis de Edervast, as bestas Lupinos, ou os exércitos de mortos vivos do deus Kaskade, nunca o povo da Águia perdeu uma batalha, costuma sair de encontro ao seu inimigo, ali mesmo no Vale das Almas e ali, combate-los frente a frente em terreno aberto, mas há muito que o Mestre Ariannor lhe tida dito que desde a tomada do desfiladeiro Trunn, que os as ordens são outras, deixaram de os enfrentar no vale das almas, agora se querem combater que venham até à planície de Sangue onde a enorme muralha se ergue.

Donny apesar de ter apenas 7 anos e lhe faltar 1 ano para viajar para o Circulo da floresta, sabe que os Reis de Edervast não cairão nessa cilada, conhecem as histórias sobre o Ninho, há quem diga que até conhecem a arquitetura dos mesmos, sabem os seus pontos fracos e fortes e conhecem o sistema de tuneis, dai os homens com as bandeiras, deve ser a forma que arranjaram para ver quando os espiões saem para ver o que se passa, os homens não comunicam, depois todo aquele barulho, de certeza que é isso, estão a estudar de onde saem os homens, por esta altura o Rei Eric já deve ter mandado fechar as entradas para os tuneis, ou então prepara-se para sair de entre a proteção da muralha e vir lutar contra o inimigo em campo aberto.

As horas passavam-se, a sua mãe já devia de estar preocupada, tinha fome e sede, mas tinha medo de se mexer, seria visto e facilmente capturado e a noite nunca mais vinha, teria de usar o túnel externo o mini túnel que servia de respiradouro que a sua mãe um dia lhe mostrou, mas não estava fácil, a cada 5 minutos davam um passo firme e forte, ecoando por todo o vale, ao longe ouviu o som de um corno, este era o som de aviso aos inimigos, os exércitos iriam sair de entre as muralhas, um erro crasso, pensou Donny.

Agitaram-se bandeiras vermelhas e os homens revezaram-se os que estavam na frente recuaram e vieram outros para a frente, esses empunhavam lanças duas vezes maiores do que eles, mas só se via a ponta em frente ao escudo, os homens de verde nas colinas eram agora muitos mais do que aqueles que à pouco via, estavam bem camuflados, pensou ele, ao ver que todos tinham arcos e flechas pronta a disparar, os homens da Águia iriam cair numa cilada, devem ter estado a perguntar aos vigias o que se passava e quem respondia era o inimigo dando respostas contrárias, temia pelo seu povo, tinha mesmo de fazer qualquer coisa e rápido!

O Povo da Águia Pt I

Janeiro 12, 2017

Pinheirinho

 

No planalto de Roskard foi construída a maior muralha já edificada pelo homem, com a ajuda dos povos da floresta, os eternos Nectarianos e os humanos livres construíram o Ninho da Águia, uma gigantesca fortaleza com as muralhas em U que tapavam a única passagem entre as terras de Edervast e a floresta proibida, um local único e mágico no centro a grande árvore e o seu Nectar, quem dele bebe torna-se imortal, ou quase, os anos passam à mesma mas numa contagem diferente, cada ano de vida de um Nectariano equivale a 20 anos na vida de um mortal, a sua pele fica mais dura, o seu corpo fica maior e mais alongado, fica com uma força 10 vezes maior, mas isso só no inicio, nos primeiros 200 anos, depois vai ficando mais lento e mais parecido com uma árvore, quem bebe do se néctar também é conhecido como arbóreos.

Este povo sábio ao ver a ganancia dos homens em relação ao néctar decidiu que apenas os mais justos e merecedores tenham acesso ao mesmo, por isso construíram o Ninho da Águia para criar esse tampão e desde que foi construído viu enumeras batalhas, infindáveis conflitos, todos querem ter acesso ao néctar, todos querem beber da sua fonte, todos querem ser imortais, todos não, passo a explicar.

 

À muitos séculos atrás, ainda os deuses eram jovens Vallina a Deusa da pureza,  saúde e da esperança andou pelo mundo à procura das Arcas, com ela viajavam 2 deuses e 4 semideuses, Werdénia, a Deusa da floresta, Giorgianna, Deusa do passado, os Semideuses, Vollovina, criada pelo Deus da criação como protetora de Vallina, é invisível quando quer viajando através do vento, Develin o protetor, era também o mensageiro dos Deuses, Arkannon o mais letal dos guerreiros, o seu corpo disforme e monstruoso enche qualquer coração de medo e Sirdvar, tem o dom de atravessar paredes, entra em qualquer sitio sem precisar de porta.

Juntos palmilharam a terra em busca das Arcas, muitas estavam intactas, outras nem por isso e as pequenas rachas criaram estranhos humanoides, outras foram destruídas, mas quando encontraram aquelas a que chamaram a estrela de vida apressaram-se a abrir as Arcas, a estrela eram 5 Arcas colocadas frente a frente, os humanos que saíram do seu interior estavam perfeitos, evoluíram de forma perfeita, ficaram contentes com o achado, nos dias que se passaram dos 5 quatro quiseram abandonar aquela zona e povoar a terra, aquela terra chamou-se Edervast. Os outros 4 grupos foram-se separando cada um deles acompanhados por um Semideus e uma Deusa, Vallina acompanhou 2 grupos em busca da costa, Georgianna levou um para as terras perto do seu palácio e Werdénia levou outro em busca da Floresta, todos chegaram ao seu destino sem problemas, apenas o grupo de Werdénia e Arkannon se perderam na sua busca, o povo tinha fome, caminhavam à dias, Werdénia alimentou-os de bagas e raízes, mas não chegava, queriam mais, Werdénia sentiu-se perdida, não era ali que estava a floresta ali era um deserto, tinham escalado as montanhas de Edervast a descida foi complicada e agora atravessavam um deserto árido e sem nada para beber ou comer.

Uma jovem caiu e faleceu devido à fome e sede, werdénia começou a chorar compulsivamente, cada lágrima dela fazia brotar vegetação, olhou à sua volta e sem que Arkannon a pudesse impedir cortou os pulsos deixando o seu sangue escorrer para o chão, ali mesmo nasceu a grande árvore e a sua seiva que alimentou toda a gente, Werdénia também bebeu o seu néctar, esteve dias em coma, mas salvou o povo e criou uma floresta inteira, desde esse dia esse povo vive junto à arvore nas fortaleza do Circulo da Floresta, o último bastião entre a árvore sagrada e a ganancia dos humanos.

Nos dias que se passaram Werdénia descobriu que metade dos humanos não beberam o Néctar, com a floresta a brotar daquela forma continuaram a alimentar-se de bagas e raízes, não percebeu o porquê, não fazia sentido, decidiu questionar um dos humanos, era o mais velho de todos supôs ser o líder.

- Porque é que não beberam o Néctar?

- Porque não quisemos, havia água, havia rebentos, havia bagas, foi mais do que o suficiente, além de que o Néctar tem um cheiro estranho.

Werdénia riu com a careta que o humano fez, já tinha reparado que o Néctar tinha efeitos secundários, quem o tomou estava mais forte, mas ao mesmo tempo mais sábio, durantes dias trabalhou com esses mais sábios na busca de uma forma de beber o Néctar sem ser na sua forma bruta, para durar mais tempo e desde esse dia o povo Nectariano nasceu e aprendeu que as crianças não o podem tomar, param de crescer, só se pode tomar o Néctar depois de fazer os 25 anos, quem não bebeu de inicio bebeu depois quando chegou a Velho, criaram uma comunidade sã e pura e muito inteligente, criaram a Fortaleza da Floresta, uma fortaleza circular com 5 anéis de muralhas, a única forma de entrar é por uma das 4 portas subterrâneas cheias de armadilhas e caminhos traiçoeiros, a vegetação cresce entre muralhas e tapando-as tornando-a quase invisível, mas depois de vários ataques à mesma os Nectarianos tiveram a mais brilhante das ideias, criar uma muralha tapando o único caminho entre Edervast e a Floresta, e assim colocaram mãos à obra e construíram o Ninho da Águia, dando essa Fortaleza aos povos livres.

Durante séculos assim tem sido, os jovens vão para o Circulo Verde, nome dado pelos humanos à Fortaleza da Floresta, treinar com os melhores professores, tanto no ensino da escrita e leitura, assim como matemáticas, história e a arte da guerra.

Quando regressa ao Ninho são já exímios guerreiros, fortes e dedicados e alimentados pela força do substrato de Néctar, todos os efeitos positivos, nenhum dos negativos, não são imortais, envelhecem, apenas mais devagar, são mais fortes e ágeis e altos, mas não viram arbóreos.

Até aos dias de hoje apenas uma armada chegou às muralhas brancas do Ninho. Para isso teve de passar as planícies da Glória, conquistando-as ao fim de 25 anos de batalhas, chegaram às planícies do Ninho, mas as tropas da Águia expulsaram-no de novo da sua planície recuando até ao desfiladeiro de Trunn, hoje a sombra negra da Barragem, a fortaleza circular criada pelo povo de Edervast, paira sobre o ninho a sua construção está concluída à 2 anos e nesse tempo Lars o Negro Rei de Edervast prepara o seu ataque final.

As Crónicas do Novo Mundo

Janeiro 12, 2017

Pinheirinho

valhalla.jpg

 

O meu nome é Ardiguer, sou um dos 50 escolhidos para o concilio dos deuses, história essa que ficará para mais tarde, não fui um dos seleccionados para o grande prémio, a grande honra, ser um deus, essa honra coube a 10 dos 50 escolhidos, foram eles que moldaram a terra de modo a que os humanos pudessem voltar, os restantes passaram a ser os olhos do criador, a nossa função é relatar tudo o que acontece, temos o dom único de andar para trás e para a frente no tempo sem nunca intervir, somos como almas penadas a vaguear pelo tempo e espaço, com apenas um senão, só posso voltar atrás no tempo até ao dia em que nasci.

A minha família veio de um país que anteriormente se chamou Escócia, mas não sei o que é ser escocês, nunca lá vivi, nasci dentro de uma Arca da vida, vivi lá até aos meus 16 anos até ao dia em que fui escolhido para o concilio, conheço a Escócia as suas histórias já visitei a ilha, hoje bem diferente do que era, talvez devido às histórias que ouvia em miúdo sempre vivi apaixonado pelo homem comum que se torna uma lenda, procuro-os na vastidão do meu tempo na busca de os escrever para mostrar ao criador que há esperança, vontade e coragem nos humanos.

----\\----//---

A terra de hoje é muito diferente da de outrora, não existem países nem nada é como era, a terra é hoje uma esfera disforme, com um satélite natural partido ao meio, a ganancia humana transformou a Lua num objecto oco, depois um meteorito fez o resto e partiu a Lua em 3 grandes pedaços, dois ficaram a orbitar a terra quase a chocarem um contra o outro, ao passo que o terceiro pedaço caiu na terra, numa parte do planeta anteriormente chamada de Continente Americano, a terra saiu da sua órbita, o nível da água subiu 50 metros, mas antes varreu toda a terra em gigantescas ondas, tremores de terra que duraram semanas, vulcões que arderam incessantemente, nada sobre a terra sobreviveu.

Nada sobre, porque no seu interior foram construídas as Arcas de Vida, Cidades auto suficientes que albergavam cada uma 50 famílias, foram construídas pelos governos usando a ideia das cidades que se construíam em Marte, mas aqui colocaram-nas a mais de 1 quilometro de profundidade, cada país tinha várias e apenas para pessoas seleccionadas, médicos, cientistas, professores, engenheiros, pessoas que ao fim de 100 anos podiam povoar a terra novamente e com conhecimento para tal, mas ninguém quis ficar fechado 100 anos numa cidade subterrânea, as portas teriam de ser fechadas 6 meses antes do embate do meteorito com a terra, os cálculos previam que a lua iria estar à frente do meteorito, que serviria de escudo e nada aconteceria à terra, os ricos e poderosos ignoraram as arcas, os pobres e os menos crentes na ideia de que a nada acontecia voluntariaram-se e esses sobreviveram, passaram-se pelo menos 2 mil anos, 2 mil anos de evolução dentro de uma cidade subterrânea que deveria ser aberta ao fim de 100, acreditem, nem todas as Arcas ficaram intactas, nem todos evoluíram de maneira igual, mas essas são histórias para ir contando.

Bem vindos ao Novo Mundo, estas são as suas Crónicas.

Ardiguer o Escriba do Criador. 

----\\English Version//---

My name is Ardiguer, I am one of the 50 chosen for the Council of the Gods, a story that will be for later, I was not one of the selected for the grand prize, the great honor, to be a God, that honor fell to 10 of the 50 chosen, they shaped the earth so that humans could return, the rest became the eyes of the creator, our job is to report everything that happens, we have the unique gift of walking back and forth in the time without ever intervening, we are like lost souls wandering through time and space, with only one little problem, I can only travel back until the day that I have Born.

My family came from a country that was formerly called Scotland, but I don't know what it is to be Scottish, I never lived there, I was born within an Ark of life, I lived there until I was 16 until the day I was chosen to the Council, I know your stories from Scotland I have visited the island, today quite different from what it was, perhaps because of the stories I heard as a kid I have always lived in love with the common man who becomes a legend, I seek them in the vastness of my time in search to write them to show the creator that there is hope, will and courage in humans.

----\\----//---

Today's earth is very different from yesterday's, there are no countries and nothing is as it was, the earth is today a misshapen sphere, with a natural satellite broken in half, human greed turned the moon into a hollow object, then a meteorite made the rest and broke the moon into 3 large pieces, two were orbiting the earth almost crashing into each other, while the third piece fell to earth, in a part of the planet formerly called the American Continent, the earth came out of its orbit, the water level rose 50 meters, but before swept the whole earth in gigantic waves, earthquakes that lasted weeks, volcanoes that burned incessantly, nothing on earth survived.

Nothing about it, because in its interior were built the Ark of Life, Self-sufficient cities that each housed 50 families, were built by governments using the idea of ​​cities that were built on Mars, but here they placed them more than 1 km from each country had several and only for select people, doctors, scientists, teachers, engineers, people who after 100 years could populate the earth again and knowledgeable, but no one wanted to be closed 100 years in an underground city, the doors had to be closed 6 months before the meteorite hit the earth, calculations predicted that the moon would be ahead of the meteorite, which would serve as a shield and nothing would happen to the earth, the rich and powerful ignored the arks, the poor and the least believers in the notion that nothing happened volunteered and these survived, at least 2,000 years passed, 2,000 years of evolution within an underground city and what should be opened after 100, believe me, not all the Ark was intact, not all evolved equally, but these are stories to tell.

Welcome to the New World, these are your Chronicles.

Ardiguer the Scribe of the Creator

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D